Time que está ganhando, não se mexe!
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Existem alguns ditados populares que retratam com precisão a realidade do nosso dia a dia. Muitas vezes, poucas pessoas sabem a origem das frases ou desconhecem seus autores, mas elas são tão verdadeiras que passam a ser usadas em qualquer tema que reflita a afirmação.
Por exemplo, há uma expressão dita na Europa pelo poeta romano Juvenal: “dai pão e circo, que a plebe se acomoda”. Ele descreve a plebe (ou os acomodados, os conformados) como viciada, apática e dependente do pão e do circo oferecidos pelo Império Romano. Por esse motivo, alguns historiadores passaram a utilizar a expressão para designar o controle da população pelos imperadores por meio do pão (distribuição de trigo) e do circo (espetáculos). Qualquer semelhança com os dias atuais no Brasil é mera coincidência. O que alguns governantes proporcionam a uma camada da população lembra outro adágio popular: ao invés de ensinar a pescar, dão o peixe, e assim ela se acomoda.
Mas essa introdução de exemplos serve para enfocar outro ditado, usado especialmente nos meios esportivos: “em time que está ganhando, não se mexe”. Vamos utilizá-lo para nos referir ao programa Terra Boa, o tradicional troca-troca do Governo do Estado.
Criado no primeiro governo de Esperidião Amin, quando uma grande enchente atingiu Santa Catarina e o país convivia com inflação descontrolada, surgiu uma espécie de moeda informal no agro: o troca-troca, ou equivalência em produto. O agricultor recebia sementes ou investia em equipamentos e pagava com produtos, dispensando financiamentos ou juros.
A eventual diferença de custo era subsidiada pelo Governo do Estado. Os tempos mudaram, o agro evoluiu, mas o Tesouro estadual, como sempre apertado, nem sempre conseguia honrar essa diferença. No segundo governo de Esperidião Amin, na gestão de Odacir Zonta como secretário da Agricultura, criou-se uma nova forma de executar o programa: uma parceria público-privada com as agroindústrias e cooperativas.
A partir de então, as eventuais inadimplências do Tesouro desapareceram. As agroindústrias assumiram o compromisso de subsidiar os programas em troca de incentivos fiscais. A Fecoagro passou a coordenar as ações em conjunto com as cooperativas e, a cada ano, houve aperfeiçoamento operacional e ampliação de recursos. Outros projetos da Secretaria da Agricultura também foram incorporados. Deu certo.
De lá para cá, trocaram-se governos, alteraram-se secretários, mas os programas continuam. Além de auxiliar os agricultores nos custos de produção, os incentivos ao calcário e à semente de milho estimularam o uso de tecnologias, possibilitando que pequenos produtores tivessem acesso a sementes de alta produtividade, ampliando renda e garantindo a produção de milho em Santa Catarina.
O Terra Boa, ou troca-troca, atende todos os anos mais de 70 mil agricultores catarinenses e está sendo renovado neste ano com aumento de 15% no volume de recursos.
Estão sendo disponibilizados R$ 137 milhões para 2026. E o Terra Boa segue firme, contribuindo para o desenvolvimento agrícola de Santa Catarina. Mais uma confirmação do ditado esportivo: “time que está ganhando não se mexe”. Pense nisso.
Fonte: Fecoagro
Foto: Divulgação








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