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O orgulho de ser agro em SC

9 de jun.
3 min de leitura

Por Ivan Ramos


O reconhecimento da importância do agro para o nosso país parece já estar consolidado na consciência da população urbana. Não apenas em termos econômicos, para o abastecimento interno e para as exportações, mas também por ser a mola propulsora de inúmeras outras atividades derivadas do setor rural. As estatísticas mostram isso, embora ainda existam governantes acusando o agro de fascista.


Para nós, catarinenses, o agro nos orgulha ainda mais. Apesar da nossa área territorial reduzida, somos importantes na produção de alimentos de qualidade, com grande produtividade e reconhecimento internacional dosnossos produtos. E olha que não somos os maiores produtores de grãos, algodão, café, cacau, suco de laranja e outras commodities agrícolas disputadas nos principais mercados consumidores do mundo. Mas somoseficientes em rentabilidade por hectare.


Nossa diversificação de atividades no campo nos garante posição de destaque na produção das mais variadas culturas agrícolas e pecuárias. Somos predominantemente formados por pequenas propriedades, com áreas de cultivo restritas e, por isso mesmo, precisamos diversificar a produção, o que nos coloca em posição diferenciada nas atividades agropecuárias.


O Mapa do Agronegócio Catarinense, divulgado recentemente pela Facisc – Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina –, nos mostra uma infinidade de produtos nos quais somos líderes e que nem mesmo nós, catarinenses, conhecíamos em detalhes.


O importante trabalho da Facisc permite reconhecer não apenas nossa liderança na produção de maçã, cebola, mel, suínos, peixes, ostras e carnes, por exemplo, mas também em tantos outros produtos que nem aparecem nas estatísticas do cotidiano, mas fazem parte do nosso agro e cuja soma contribui para movimentar as empresas dos centros urbanos que têm ligação direta com o setor.


O mapa reafirma ainda que 70% das exportações catarinenses têm origem no agro e que as importações, especialmente de fertilizantes, representam 22% do total importado pelo estado. Segundo o levantamento, cerca de 1,6 milhão de trabalhadores catarinenses têm relação direta ou indireta com o agronegócio, o que corresponde a aproximadamente 39% do total de empregos.


O trabalho realizado pela Facisc, apresentado pela segunda vez na gestão de Elson Otto, oportuniza que o estado e o país conheçam em detalhes o quanto somos diversificados e eficientes no setor agropecuário, mas também o quanto contribuímos para o desenvolvimento socioeconômico de Santa Catarina.


Como destacou o presidente Elson Otto na abertura da solenidade de divulgação do mapa deste ano, pouca gente reconhece que o agro é responsável por grande parte da geração de tributos no estado e que, muitas vezes, até as autoridades deixam de reconhecer que é esse setor que movimenta a economia e faz gerar receitas em diversas outras atividades.


Segundo o mapa divulgado pela Facisc, a produção estimada do agro em SC é de R$ 144 bilhões, representando 6% de todo o agronegócio brasileiro, além de apresentar crescimento acima da média nacional nos últimos anos. O levantamento mostra ainda que o agronegócio responde por 35% da economia catarinense, movimenta cerca de 470 mil empresas, emprega 1,6 milhão de pessoas e representa R$ 12 bilhões em arrecadação estadual.


O presidente da Facisc, Elson Otto, destacou que o estudo evidencia a força econômica do estado em comparação com os principais polos produtivos do país. “Santa Catarina disputa espaço com estados muito maiores em território e extensão agrícola. Mesmo assim, o estado aparece entre os líderes nacionais graças à força da agroindústria, da tecnologia, da produtividade e da capacidade empreendedora do produtor catarinense”, afirmou.


Em síntese, o agro catarinense está bem na foto e orgulha a todos nós. Recomendamos que todos acessem o Mapa do Agronegócio por meio do site da Facisc. Lá pode ser visto um completo raio-X da nossa agropecuária.Cabem elogios ao presidente Elson Otto, que, mesmo sendo representante do comércio e da prestação de serviços, teve a visão de mostrar e valorizar o que o agro catarinense faz e o que representa para a economia e para a sociedade catarinense.


Precisaríamos que mais segmentos econômicos também olhassem por esse ângulo e, principalmente, que os políticos, que têm o poder de decidir medidas que valorizam o setor em SC e no país, reconhecessem ainda mais essa importância.


Pense nisso.


Fonte: Fecoagro

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