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Simpósio da Unimed Chapecó reforça que a cultura de segurança começa pelas pessoas

há 3 minutos
4 min de leitura

5ª edição do evento reuniu cerca de 1.500 colaboradores, médicos cooperados e cadastrados e rede prestadora


Protocolos, processos e conhecimento técnico são fundamentais para uma assistência segura. Mas há outro componente que interfere diretamente na experiência de quem precisa de cuidado: as pessoas. A forma de ouvir, comunicar, decidir e agir esteve no centro das discussões do 5º Simpósio de Cultura e Segurança da Unimed Chapecó, que reuniu cerca de 1.500 colaboradores, médicos cooperados, cadastrados e residentes, secretárias dos consultórios dos médicos cooperados e rede prestadora durante três dias.


Ao ampliar a participação para diferentes públicos que integram a cooperativa, o evento levou essa proposta para além do complexo, reforçando a importância de uma atuação alinhada em diferentes espaços. Essa busca por fortalecer a cultura de segurança está presente a cada edição do Simpósio, que neste ano também trouxe reflexões a partir de casos de atendimentos realizados na própria Unimed Chapecó, evidenciando que o comprometimento das equipes vai além das entregas técnicas.


A programação abordou qualidade dos serviços, segurança assistencial, experiência do paciente, cultura organizacional e excelência no atendimento. Especialistas convidados trouxeram diferentes perspectivas sobre como transformar conceitos de segurança e qualidade em atitudes presentes na rotina de uma instituição dedicada ao cuidado.


Para o diretor médico executivo da Unimed Chapecó, Dr. Rodrigo Armani Lino de Souza, o Simpósio amplia o espaço para reflexão e troca de conhecimentos sobre práticas que impactam diretamente a assistência e a experiência de quem é atendido pela cooperativa. “Reunimos colaboradores e médicos cooperados com o propósito de fortalecer nossa cultura de segurança, envolver as pessoas na qualidade dos serviços, na qualidade assistencial e no cuidado centrado na pessoa”, destacou.


SEGURANÇA SE CONSTRÓI


Em sua quinta edição, o evento consolidou um espaço de atualização e reflexão sobre práticas que interferem diretamente na qualidade do nosso serviço prestado. A cada ano, novos temas e especialistas integram a programação e aproximam o conhecimento técnico das relações humanas.


O conselheiro de Administração da Unimed Chapecó, Dr. Mario Goto, ressaltou a contribuição deste momento para o desenvolvimento contínuo dos profissionais. “A cada edição, o Simpósio cresce, apresenta novidades e recebe palestrantes de referência nacional. Isso fortalece o conhecimento técnico, a integração das equipes e uma cultura fundamental para que a Unimed Chapecó ofereça uma assistência cada vez mais qualificada, com engajamento e humanização”, afirmou.


Para Dr. Mario, o cuidado seguro depende de toda a organização. Médicos e colaboradores, de todos os setores, participam de processos que, direta ou indiretamente, chegam até o paciente e influenciam sua experiência.


A VOZ DO PACIENTE


Um dos temas centrais desta edição foi o cuidado centrado na pessoa, abordado pela coordenadora do Serviço de Psicologia e Experiência do Paciente do Einstein Hospital Israelita, Ana Merzel Kernkraut. O conceito parte de uma questão essencial para a assistência: compreender o que realmente importa para quem recebe o cuidado.


“É extremamente importante incluir a voz do paciente e da família e permitir que os profissionais escutem o que realmente importa para essas pessoas. A atitude de quem cuida muda experiências. E uma experiência pode ser boa ou ruim de acordo com a forma como o cuidado acontece”, explicou Ana.


A especialista ressaltou que a segurança e a experiência do paciente estão diretamente relacionadas. A forma de acolher, informar, ouvir e estabelecer vínculos também interfere na percepção e na qualidade do cuidado. “A Unimed Chapecó tem essa preocupação de incluir o cuidado centrado na pessoa dentro de um circuito que promove uma cultura de segurança. Isso é extremamente relevante”, avaliou.


EXCELÊNCIA NA PRÁTICA


A cultura organizacional também entrou em discussão com o especialista em liderança, cultura organizacional e gestão da mudança, Marcelo de Elias. Em sua participação, ele abordou a cultura de excelência e de serviços a partir do propósito de uma instituição que cuida de pessoas. “Falamos sobre a missão, sobre a razão de existência da cooperativa e sobre os motivos que impulsionam as pessoas. Também tratamos de protagonismo, de tomar a frente e de se conectar com outras pessoas”, explicou.


Para Marcelo, normas e processos são indispensáveis, mas não sustentam sozinhos uma cultura de excelência. O comportamento das equipes, a responsabilidade individual e a capacidade de estabelecer conexões também determinam como os valores da organização chegam à prática. “Para uma cooperativa que tem a missão de servir e cuidar de pessoas, a cultura de serviços é essencial. Espero que a mensagem tenha feito diferença, da mesma forma que esse Simpósio também fez diferença para mim”, concluiu.


APRENDIZADO QUE PERMANECE


As discussões também ganharam significado a partir da percepção de quem vive diariamente a rotina da cooperativa. Para a estagiária do setor de Engenharia Clínica da Unimed Chapecó, Eduarda Costa, que participou pela primeira vez de um evento nesse formato, a experiência abriu espaço para novos conhecimentos. “Foi uma experiência muito boa e de muito aprendizado. Fiquei muito feliz com a oportunidade, pois eu pude aprender coisas novas, conhecer diferentes experiências com profissionais qualificados e compreender melhor a cultura e a segurança no ambiente de trabalho”, contou.


O CUIDADO EM CADA ESCOLHA


Ao longo dos três dias, diferentes perspectivas convergiram para a ideia de que a segurança assistencial se constrói em cada etapa do cuidado. Está na comunicação entre as equipes, na atenção aos processos, na escuta do paciente, na tomada de decisões e na responsabilidade de cada profissional.


É nesse encontro entre conhecimento técnico, comportamento e relações humanas que uma cultura de segurança ganha forma. Na saúde, protocolos são indispensáveis, mas são as pessoas que os transformam em cuidado.



Fonte: MB Comunicação

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