top of page

Uso incorreto do capital de giro pode transformar aperto de caixa pontual em dívida de longo prazo, alerta especialista

há 1 dia
2 min de leitura

Em ano de alta no crédito para empresas, cooperativa orienta pequenos e médios empresários a diferenciar necessidade pontual de caixa de problema estrutural do negócio


O crédito ampliado às empresas no Brasil alcançou R$ 7,2 trilhões, o equivalente a 54,7% do PIB e uma alta de 6,9% em 12 meses. Nesse cenário de expansão do crédito, o Sistema Ailos alerta para um erro comum entre pequenos e médios empresários: usar o capital de giro para cobrir, mês após mês, o mesmo problema de caixa, em vez de resolver a causa por trás dele.


"O crédito deve ser visto como uma ferramenta de gestão, e não como uma solução para problemas recorrentes de caixa. Quando contratado com planejamento e um objetivo bem definido, ele fortalece a operação e cria condições para que a empresa cresça de forma sustentável", afirma Luiz Fernando da Silva, especialista em crédito do Sistema Ailos.


Segundo o especialista, o sinal de alerta aparece quando o financiamento passa a ser recorrente para cobrir o mesmo problema, o que costuma indicar uma dificuldade estrutural do negócio, e não uma necessidade pontual. Nesses casos, o capital de giro não resolve a situação, apenas posterga o vencimento da dívida.


A modalidade tem como principal função financiar necessidades de curto prazo, como reposição de estoque, pagamento de fornecedores, folha salarial e demais compromissos do dia a dia. Também pode apoiar oportunidades de crescimento, como aumentar a capacidade de atendimento, reforçar estoques diante de maior demanda ou entrar em novos mercados.


Entre os erros mais comuns na contratação, o especialista cita:


Contratar capital sem planejar receitas e despesas dos meses seguintes


Considerar apenas o valor da parcela, sem medir o impacto no fluxo de caixa


Usar linhas de curto prazo para financiar investimentos cujo retorno só ocorre no médio ou longo prazo


Esse último ponto, segundo o especialista, é um dos equívocos mais frequentes entre pequenos empresários: usar capital de giro para financiar máquinas, equipamentos, veículos, imóveis ou outras estruturas de longa duração. Para esses casos, existem linhas específicas de investimento, com prazos mais compatíveis com o retorno esperado e menor pressão sobre o fluxo de caixa no curto prazo.


Antes de contratar qualquer financiamento, o especialista recomenda que o empresário avalie a capacidade de pagamento da empresa, a rentabilidade da operação e o nível de endividamento já assumido, além de acompanhar indicadores como fluxo de caixa, margem de lucro e a projeção de retorno do investimento.


Nesse cenário, Fernando destaca que as cooperativas financeiras se diferenciam por oferecer uma análise mais personalizada, alinhada à realidade de cada empresa, com condições competitivas e acompanhamento próximo ao longo da operação.


Fonte: Assessoria de comunicação Sistema Ailos

Comentários


bottom of page