top of page

Sistema Ocesc reúne mais de 20 cooperativas em Chapecó para discutir inovação no agro

  • 23 de jun.
  • 2 min de leitura

O Sistema OCESC promoveu em Chapecó, o AgroInova Coop, encontro voltado à atualização de técnicos, dirigentes e profissionais de cooperativas agropecuárias de Santa Catarina. Realizado no Hotel Mogano Premium, o evento reuniu representantes de mais de 20 cooperativas para dois dias de debates sobre inovação, competitividade, tendências do setor e novos caminhos para o cooperativismo no agro. A programação combinou conteúdo técnico, visão de mercado e desenvolvimento profissional.


Os participantes acompanharam a palestra “Cooperativismo”, com Thais Jerônimo. Fabiane Astolpho conduziu a palestra “O Diferencial Competitivo Nasce dos Comportamentos”, com foco nas atitudes que influenciam resultados, gestão e relações dentro das cooperativas. A palestra “A Máquina de Vendas no Agro”, foi ministrada por Ale Weimer, direcionada à construção de estratégias comerciais em um setor cada vez mais pressionado por eficiência, margens apertadas e necessidade de aproximação com o produtor. Lygia Pimentel apresentou “Tendências e Perspectivas para Mercados Agropecuários”, com análise sobre os movimentos que devem orientar decisões das cooperativas nos próximos anos.


Para o superintendente do Sistema OCESC, Ricardo Miotto Ternus, o encontro nasceu de uma demanda do presidente Vanir Zanatta para criar um espaço específico de formação aos profissionais técnicos das cooperativas agropecuárias. A proposta, segundo ele, foi aproximar conhecimento, prática e troca entre diferentes realidades do cooperativismo catarinense.


“Cada cooperativa tem sua expertise, sua prática, e esse momento de troca é muito rico. A função principal é que esse conhecimento possa ser levado para as propriedades e aplicado na melhoria dos processos produtivos, para reduzir custos e ampliar a rentabilidade do produtor cooperado”, afirmou Miotto.


Na avaliação do superintendente, a inovação deixou de ocupar um lugar periférico na agenda do setor. Ela passou a condicionar a capacidade das cooperativas de manterem eficiência, competitividade e geração de resultado aos associados.


Miotto também destacou a posição de Santa Catarina no cooperativismo agropecuário nacional. Para ele, o Estado já é referência, mas precisa sustentar essa condição com capacitação permanente e evolução técnica. “As nossas cooperativas são modelo para as demais cooperativas do Brasil dentro do segmento agropecuário. O desafio é manter as grandes cooperativas nessas primeiras posições e trazer aquelas que ainda estão em fases iniciais para esse patamar de excelência”, declarou.


O superintendente do SESCOOP/SC, que faz parte do sistema OCESC, Neivo Luiz Panho, afirmou que a capacitação integra a origem e a razão de atuação da entidade. Segundo ele, o SESCOOP surgiu para estruturar investimentos na profissionalização de dirigentes, empregados e equipes que sustentam os negócios cooperativos. “O SESCOOP foi criado para suprir uma lacuna que nos faltava, que era a profissionalização. Começamos a ter recursos para investir no desenvolvimento de dirigentes e empregados, para formar pessoas capazes de fazer negócios com sustentabilidade.”


Panho destacou que o ramo agro representa mais de 50% das receitas, empregos e movimentação econômica do cooperativismo catarinense. Por esse peso, a formação de profissionais ligados ao setor deve permanecer na agenda anual do Sistema OCESC. “A inovação não se trata de uma escolha. É uma necessidade. Quem está no agro precisa inovar todos os dias, porque é um setor altamente competitivo. É preciso capacitar pessoas para competir”, concluiu o superintendente do Sescoop-SC.


Fonte: Sistema Ocesc

Foto: Divulgação

Comentários


bottom of page