Sistema OCESC debate prevenção e diagnóstico precoce durante live sobre saúde da mulher

Especialistas da Unimed Santa Catarina orientaram o público durante transmissão alusiva ao Outubro Rosa
A prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado contínuo com a saúde feminina estiveram no centro das discussões da live promovida pelo Sistema sistema ocesc live saude mulher outubro rosaOCESC, na segunda-feira, dia 19, no mês marcado pelo Outubro Rosa, movimento mundial em prol da saúde da mulher. Realizada no canal da entidade no YouTube, a transmissão reuniu especialistas da Unimed Santa Catarina para esclarecer dúvidas, apresentar orientações baseadas em evidências científicas e incentivar o protagonismo feminino no cuidado com a própria saúde.
Durante o encontro, a médica de Família e Comunidade Sabrina Floriani e o mastologista e ginecologista Fernando Koenig abordaram desde hábitos de vida saudáveis e exames preventivos até os avanços no rastreamento e no tratamento do câncer de mama.
Saúde da mulher vai além do Outubro Rosa
Na abertura da live, Dra. Sabrina destacou que a campanha do Outubro Rosa representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre a saúde feminina de forma integral. Segundo a especialista, cuidar da saúde não deve ser uma preocupação restrita ao mês de outubro, mas um compromisso permanente ao longo da vida.
"O cuidado com a saúde da mulher vai muito além de uma campanha. A prevenção acontece ao longo de toda a vida, por meio de hábitos saudáveis, acompanhamento médico regular e acesso à informação de qualidade. Quanto mais cedo identificamos uma alteração, maiores são as possibilidades de tratamento e de uma melhor qualidade de vida.”
Ela ressaltou que alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, vacinação, exames preventivos e acompanhamento médico periódico são pilares fundamentais para reduzir riscos e promover qualidade de vida. A médica também relatou sobre a importância do diagnóstico precoce, ao lembrar que identificar doenças em estágios iniciais amplia, significativamente, as possibilidades de tratamento e cura.
Outro tema abordado foi a prevenção do câncer do colo do útero. A médica apresentou a evolução dos exames de rastreamento e destacou a incorporação do teste molecular para detecção do HPV, tecnologia que permite identificar precocemente infecções causadas pelo vírus responsável pela maioria dos casos da doença e que possibilita um acompanhamento mais individualizado das pacientes.
Câncer de mama como um dos principais desafios
Na sequência, o mastologista Fernando Koenig chamou a atenção para a elevada incidência do câncer de mama no Brasil e para a importância do rastreamento regular. Segundo ele, embora cerca de 80% dos tumores ainda sejam descobertos pelas próprias mulheres durante o autoexame ou pela percepção de alterações nas mamas, o cenário ideal é que a maior parte dos diagnósticos ocorra por meio dos exames de imagem, antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
"O autoexame é importante como ferramenta de autoconhecimento, mas ele não substitui os exames de rastreamento. O nosso objetivo é identificar lesões cada vez menores, quando as chances de tratamento e cura são ainda maiores", explicou.
O especialista orientou que as mulheres estejam atentas a alterações como nódulos persistentes, retrações na pele, mudanças no mamilo, secreções espontâneas e alterações na textura da pele das mamas, ressaltando que qualquer sinal diferente deve motivar a procura por avaliação médica.
Mamografia como principal exame de rastreamento
Durante a apresentação, Dr. Fernando enfatizou que a mamografia permanece como o principal exame para o rastreamento do câncer de mama em mulheres de risco habitual.
Conforme explicou, a recomendação é que o exame seja realizado anualmente, a partir dos 40 anos, mas também pode ser iniciado mais cedo em mulheres com histórico familiar significativo ou outros fatores de risco, sempre conforme avaliação médica individualizada. O ultrassom, por sua vez, atua como exame complementar, especialmente em mulheres com mamas densas.
Outro ponto abordado foi a evolução dos tratamentos para o câncer de mama. O médico explicou que a doença não deve ser encarada como uma condição única, já que existem diferentes tipos de tumores, com características e comportamentos distintos.
Atualmente, o tratamento é individualizado e pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo, definidas conforme o tipo do tumor, o estágio da doença e as características de cada paciente. O avanço da medicina tem ampliado as opções terapêuticas e proporcionado resultados cada vez mais positivos.
Informação que salva vidas
Ao final da transmissão, os especialistas reforçaram que a tecnologia tem permitido diagnósticos cada vez mais precoces, mas destacaram que a conscientização da população continua sendo decisiva para reduzir a mortalidade relacionada ao câncer de mama e ao câncer do colo do útero.
A mensagem final foi um convite para que mulheres de todas as idades mantenham seus exames preventivos em dia, adotem hábitos saudáveis e busquem informações em fontes confiáveis.


Fonte: Sistema OCESC
.png)







Comentários