Santa Catarina perde mercado para as carnes a partir de setembro com a proibição das importações pela União Europeia

A União Europeia publicou, no início de julho, um documento oficializando a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes ao bloco europeu em razão das exigências relacionadas ao usode antimicrobianos na produção animal.
Com a decisão, a partir de 3 de setembro, o Brasil ficará impedido de exportar carnes para os países da União Europeia.
Os antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem ser empregados como promotores de crescimento, prática que possuiregras específicas no mercado europeu.
Enquanto o Brasil foi retirado da lista, outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem habilitados a exportar para a União Europeia.
Segundo o documento publicado pelo bloco europeu, a exclusão ocorreu porque o Brasil não apresentou à Comissão Europeia as informações necessárias para comprovar que sua produção atende àsexigências relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos.
O Ministério da Agricultura e o setor privado já trabalham para atender às exigências da União Europeia, que incluem o fornecimento de informações técnicas e a realização de visitas presenciais àspropriedades produtoras.
O diretor de Comércio Exterior da Aurora Coop, Dilvo Casagranda, comentou os impactos que a decisão poderá trazer para as exportações catarinenses.
Atualmente, a União Europeia representa 5,8% do valor das exportações brasileiras de carne bovina, sendo o terceiro principal destino desse produto, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, segundodados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura.
Quando consideradas todas as carnes, o bloco europeu ocupa a segunda posição entre os principais mercados compradores, respondendo por 5,7% das exportações brasileiras, atrás apenas da China.
O Brasil foi o único país retirado da lista de exportadores habilitados pela União Europeia por não apresentar as informações exigidas pelo bloco.
Fonte: Fecoagro
Foto: Wenderson Araujo
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