Rio Grande do Sul projeta safra de uva histórica
- 28 de jan.
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O Rio Grande do Sul, maior produtor de uvas do Brasil, projeta uma safra de uva 2025/2026 acima da média histórica, tanto em volume quanto em regularidade produtiva, podendo chegar a 905.291 toneladas. A avaliação é do extensionista rural da Emater/RS, Thompsson Didone, que acompanha o desenvolvimento da cultura no estado, especialmente na Serra Gaúcha, principal região produtora.
A viticultura gaúcha tem forte impacto social e econômico. Cerca de 15 mil famílias, em sua maioria agricultores familiares, estão envolvidas diretamente no cultivo da uva. Atualmente, o estado possui aproximadamente 42,4 mil hectares cultivados com a cultura, sendo que 36,6 mil hectares estão concentrados na Serra Gaúcha, o que consolida a região como o maior polo de produção e processamento de uvas do país.
“A maior parte dessa área é destinada à uva para processamento industrial, utilizada na elaboração de vinhos, sucos e espumantes. No entanto, o estado também conta com uma área expressiva de mais de 3 mil hectares de uva de mesa, voltada ao consumo in natura”, detalha Didone.
Segundo o extensionista rural, a expectativa para a safra atual é positiva. “Em termos de quantidade, a safra deve ser superior a uma safra considerada normal. Tivemos um inverno com frio adequado e de boa qualidade, o que é fundamental para o bom desenvolvimento das videiras”, explica.
Apesar do bom desenvolvimento das plantas, a colheita iniciou com um atraso de 10 a 15 dias em relação a uma safra considerada normal. Esse atraso está relacionado, principalmente, às temperaturas mais baixas e à menor incidência de sol no mês de setembro, fatores que retardaram o desenvolvimento vegetativo das videiras.
A estimativa preliminar da Emater/RS indica que a safra 2025/2026 deverá apresentar um acréscimo de 5% a 10% em relação a uma safra normal. Se comparada à safra passada, que já foi considerada boa, o aumento deve ficar em torno de 5%.
“São informações iniciais. Ao longo da safra, seguiremos acompanhando e divulgando novos informativos sobre a evolução da colheita e da qualidade da uva”, conclui Didone.
Fonte: SAPE-SC
Foto: Divulgação








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