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Plano Safra 2026/2027 traz avanços, mas preocupa lideranças do cooperativismo quanto ao crédito e ao seguro rural

20 de jul.
2 min de leitura

O Plano Safra 2026/2027, anunciado recentemente pelo Governo Federal, prevê R$ 610,3 bilhões para o financiamento agropecuário brasileiro, com recursos destinados à agricultura empresarial e à agricultura familiar. Embora o volume anunciado seja o maior da história, representantes do cooperativismo avaliam que o cenário exige cautela, principalmente diante da diminuição do crédito para custeio e da ausência de uma política mais plano safra 2026 robusta para o seguro rural. Para a agricultura empresarial, foram destinados R$ 525,1 bilhões, enquanto para a agricultura familiar o plano contará com R$ 97,3 bilhões.


Para o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, o Plano Safra 2026/2027 cumpre seu papel como instrumento de crédito rural, mas deixa de enfrentar os principais desafios que comprometem a sustentabilidade da produção agropecuária brasileira, especialmente o elevado endividamento dos produtores, a insuficiência do seguro rural e a redução dos recursos com juros equalizados.


“Os produtores fizeram sua parte. Plantaram, investiram, enfrentaram adversidades climáticas e entregaram safras cada vez maiores. No entanto, os custos de produção continuaram em alta, enquanto os preços recebidos nem sempre acompanharam esse movimento, resultando em um setor cada vez mais endividado. Também entendemos que o Plano Safra da Agricultura Familiar será insuficiente para atender à demanda de um país com as dimensões e o potencial produtivo do Brasil. Os agricultores querem produzir, gerar renda e sustentar suas famílias. Eles não pedem privilégios: os recursos são financiamentos que serão pagos, em sua maioria, com juros de mercado. Produzir alimentos, gera renda, saúde e paz social”, defende.


Entre as medidas positivas para o cooperativismo estão a redução das taxas de juros das linhas do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), a diminuição dos juros dos recursos controlados destinados às cooperativas, de 14% para 12,5% ao ano, a ampliação dos limites de financiamento para cooperativas singulares, centrais e federações e a autorização para utilização de recursos do Prodecoop em projetos de geração e armazenamento de energia renovável para consumo próprio.


No entanto, a análise técnica elaborada pelo Sistema OCB destaca que os avanços convivem com pontos de atenção importantes. Entre eles estão a redução de aproximadamente 28,8% dos recursos destinados ao Prodecoop e ao Procap-Agro, a diminuição do volume de recursos para custeio e comercialização e a dificuldade de comparação com as safras anteriores em razão da inclusão de programas externos, como o Move Agricultura e o EcoInvest, na composição do montante total anunciado.


Produtividade”.


Fonte: Sistema Ocesc

Foto: Divulgação

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