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O destaque do cooperativismo catarinense no mundo

  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

A importância do movimento cooperativista no contexto socioeconômico, em qualquer parte do mundo, parece dispensar comentários. Até mesmo os mais ardentes concorrentes reconhecem que essa união de esforços entre pessoas com os mesmos interesses provoca resultados evidentes, não apenas para seus integrantes, mas para toda a sociedade onde está inserido.


Certamente há aqueles que criticam. Seja por afetar seus interesses, seja por inveja dos resultados sociais que o cooperativismo proporciona em uma sociedade. Uma cooperativa só surge e prospera diante de uma necessidade carente de algum serviço — comercial ou social — que exige união de esforços para atender objetivos comuns.


Também é verdade que, dentro do próprio sistema cooperativo, existem disputas. Seja por questão de sobrevivência, seja pelo ego pessoal de dirigentes ou gestores, quando um quer ser melhor do que o outro, ou mesmo quando alguém deseja dominar determinadas atividades ou regiões, em nome da necessidade de volume de negócios em escala para sobreviver em um mercado competitivo. Não adianta querer tapar o sol com a peneira, porque a realidade é visível, e aqueles que estão fora do sistema sabem identificar essas disputas. Felizmente, isso acontece apenas nas cúpulas, ou seja, entre quem está na gestão das cooperativas, já que o quadro social — os cooperados — não entra nessa divisão.


Mesmo com essas divergências que permeiam o cooperativismo, há que se reconhecer que o movimento tem mostrado ser o sistema mais justo de inclusão social, de distribuição de renda, de desenvolvimento regional e de difusão de tecnologias coletivas, especialmente nos pequenos negócios, tanto no meio urbano quanto no rural.


No ano de 2025, 21 cooperativas brasileiras se destacaram entre as maiores do mundo. De acordo com o ranking elaborado pela ACI — Aliança Cooperativa Internacional —, em parceria com o Instituto Europeu de Pesquisas, figuram entre as 300 maiores do mundo o Sistema Unimed, Copersucar, Sicredi, Coamo, C.Vale, Sicoob, Lar, Aurora Coop, Comigo, Cocamar, Copacol, Cooperalfa, Integrada, Agrária Agroindustrial, Coopercitrus, Castrolanda, Frísia, Frimesa, Coopavel, Cooxupé e Coop de Consumo.


De Santa Catarina, tivemos duas cooperativas do ramo agro entre as 100 maiores do mundo. A Aurora Coop figura na 39ª posição, e a Cooperalfa ocupa a 89ª colocação no ranking global. Um orgulho para um estado dominado por pequenas propriedades rurais. Trata-se do melhor exemplo de que a união de esforços proporciona resultados no conjunto.


O estado de Santa Catarina é considerado o mais cooperativista do Brasil. Não necessariamente em volume de negócios ou faturamento, mas em participação de cooperados. Temos cerca de dois terços da população associada a algum tipo de cooperativa. Também somos considerados exemplo de integração entre cooperativas do mesmo ramo ou de ramos diferentes. Pode não parecer grande coisa, mas é justamente o que os demais estados tentam fazer: agregar mais associados.


Estamos bem na foto, mas isso não quer dizer que não temos a avançar. Por exemplo, precisamos priorizar nossa participação na vida política do estado e do país. Temos que nos engajar para escolher representantes políticos que conheçam nosso setor e falem nossa linguagem. Este ano teremos eleições em vários níveis no estado e no país. É a hora oportuna para elegermos candidatos identificados com nosso setor.


No cooperativismo e no agronegócio, portanto, não devemos nos esquivar de participar. Se não participarmos, deixaremos que outros decidam nosso destino. Participar da política não é crime nem proibido, desde que com coerência e dentro da legalidade democrática.


Pense nisso.


Fonte: Fecoagro

Foto: Divulgação

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