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Mapa do Agro Catarinense destaca força da agroindústria e recorde nas exportações do setorv

  • 3 de jun.
  • 2 min de leitura

A segunda edição do Mapa do Agro Catarinense foi apresentada na quinta-feira, 28 de maio, em Florianópolis, reunindo dados que reforçam a importância do agronegócio para a economia de Santa Catarina. Elaborado pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), o estudo mostra que o Estado ocupa atualmente a quinta posição entre os maiores agronegócios do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.


De acordo com o levantamento, o agronegócio catarinense movimenta R$ 144 bilhões em produção e representa 35% da economia estadual. O setor reúne cerca de 470 mil empresas, emprega aproximadamente 1,6 milhão de pessoas e responde por R$ 12 bilhões em arrecadação estadual. Um dos principais diferenciais apontados pelo estudo é a forte presença da agroindústria. Enquanto outros estados concentram grande parte de sua produção no setor primário, Santa Catarina possui cerca de 40% do agronegócio diretamente ligado à indústria, agregando valor à produção, gerando empregos e fortalecendo a competitividade das cadeias produtivas.


A economista da FACISC, Mariana Guedes, destaca que um dos diferenciais desta edição do Mapa do Agro Catarinense é a apresentação de dados inéditos relacionados às exportações, permitindo uma análise mais ampla da participação de Santa Catarina no mercado internacional. Segundo ela, a diversidade produtiva e a capacidade de industrialização ajudam a explicar o desempenho catarinense no comércio exterior e a competitividade do Estado em diferentes segmentos.


No comércio exterior, os resultados também chamam a atenção. O agronegócio catarinense alcançou recorde histórico em 2025, com US$ 8,4 bilhões em exportações, representando cerca de 70% de tudo o que Santa Catarina exporta.


As proteínas animais seguem como um dos principais motores desse desempenho. Santa Catarina lidera as exportações brasileiras de carne suína, respondendo por 52% do volume exportado pelo país, além de ocupar posição de destaque nas exportações de carnes processadas e carne de peru.


O estudo também evidencia a liderança catarinense em diversos segmentos produtivos. O Estado responde por 50% da produção nacional de maçã, 23% da produção de carne suína, 86% da produção de ostras, vieiras e mexilhões e 44% das conservas de peixe, demonstrando a diversidade e a capacidade de agregação de valor do agro catarinense.


Outro destaque é o avanço da tecnologia no campo. O levantamento identificou 85 startups voltadas ao agronegócio em Santa Catarina, colocando o Estado entre os principais polos de inovação agropecuária do país.


Para o diretor de Agronegócio e Ferrovias da FACISC, Lenoir Broch, os números mostram a capacidade de Santa Catarina de agregar valor à produção e construir um modelo de desenvolvimento baseado na integração entre agropecuária, indústria, tecnologia e serviços. Apesar dos resultados positivos, ele ressalta que desafios ligados à logística, infraestrutura, eventos climáticos e custos de produção seguem exigindo atenção para garantir a competitividade do setor.


Os dados apresentados pelo estudo reforçam que o agronegócio catarinense continua crescendo acima da média nacional e mantém sua posição como um dos principais pilares da economia estadual.


Para o presidente da FACISC, Elson Otto, a força do setor está diretamente ligada à capacidade de transformar produção em valor agregado, combinando agropecuária, agroindústria, tecnologia e empreendedorismo em um modelo que se tornou referência nacional.


Fonte: Fecoagro

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