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Mais ônus para o agricultor

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Por Ivan Ramos


Parece mentira, mas não é. O 1º de abril chega com mais notícias negativas para o agricultor. O governo federal decidiu colocar em prática uma lei que não veio para beneficiar o setor agropecuário. Ao contrário, veio para onerar ainda mais.


Diante de tantas dificuldades — provocadas pelo mercado, pelo clima, pela falta de financiamentos com juros compatíveis; e pelo aumento dos custos dos fertilizantes, dos defensivos e do petróleo, entre outros — o governo federal resolveu retirar a isenção de PIS e Cofins que incidia sobre os insumos agrícolas. Essa isenção existia justamente para reduzir os custos de produção e transferir a tributação para aa etapas seguintes da cadeia.


A medida afeta diretamente o agricultor, reduzindo ainda mais as margens na produção agropecuária — justamente a ponta mais frágil e de maior risco do processo produtivo.


Além disso, houve o aumento do Funrural, incidente sobre a comercialização dos produtos. Ou seja: aumentam os custos na produção e também no momento da venda.


E, quando se afirma que o agro é penalizado, ainda há quem diga que não, que é necessário equiparar os custos com os demais setores da economia.


Já vimos esse movimento ao tributar as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), uma das principais fontes de financiamento do setor.


Na prática, a pressão sobre o agro no Brasil é uma realidade. Mesmo sendo uma atividade que sustenta a economia do país — e, por consequência, diversas outras atividades —, o setor não recebe a atenção que merece.


Isso é reflexo de um modelo de gestão que amplia gastos, adota medidas sociais sem respaldo financeiro e, posteriormente, recorre ao aumento de tributos para equilibrar as contas.


Enquanto não houver o entendimento de que o social depende do econômico — e de que a economia precisa de menos juros, menos impostos e mais equilíbrio nos gastos públicos —, o país continuará enfrentando dificuldades.


Não existe “janta de graça”. Se há aumento de gastos, alguém paga a conta. E, mais cedo ou mais tarde, ela chega.


Há, porém, um ponto de atenção: este é um ano eleitoral. Uma luz no fim do túnel. É o momento de o eleitor avaliar os caminhos que estão sendo seguidos e tomar decisões com responsabilidade. O voto consciente é fundamental para definir o futuro do país. Caso contrário, a conta ficará para as próximas gerações. Pense nisso.


Fonte: Fecoagro

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