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Fertilizante teve queda de demanda em 2025


A Mosaic Company reportou queda acentuada na demanda por fertilizantes no quarto trimestre de 2025 e divulgou números preliminares de vendas impactados por condições de mercado adversas, principalmente na América do Norte e no Brasil.


A companhia informou que os resultados financeiros completos do quarto trimestre serão divulgados na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026.


Desempenho no Brasil


No Brasil, o cenário se mostrou ainda mais desafiador. Restrições de crédito e concorrência intensa — impulsionada pela entrada de fosfatos de menor concentração vindos da China — reduziram tanto a demanda quanto as margens de lucro.


As vendas da Mosaic Fertilizantes ficaram abaixo do esperado no período. No acumulado do ano, os volumes somaram cerca de 9 milhões de toneladas, estáveis em relação a 2024, mas refletindo a retração do mercado doméstico.


Perspectivas para 2026


Apesar do desempenho fraco no último trimestre, a Mosaic projeta um 2026 mais construtivo. A expectativa é de que os produtores rurais reparem nutrientes no solo após a colheita robusta de 2025, o que deve impulsionar a demanda. Além disso, pagamentos governamentais adicionais nos Estados Unidos devem estimular a aplicação de fertilizantes na primavera na América do Norte.


Segundo a empresa, o mercado global de fosfatos caminha para um cenário de equilíbrio a leve aperto, com impacto crescente das restrições chinesas às exportações, previstas pelo menos até o primeiro semestre de 2026.

Os preços internacionais já mostram sinais de recuperação desde o início do ano.


O mercado de potássio segue relativamente equilibrado, com maior estabilidade esperada após a definição antecipada do contrato chinês. A indústria projeta embarques globais recordes de fosfato e potássio em 2026.


Expectativas para o Brasil


No Brasil, a expansão da área plantada e as boas produtividades agrícolas podem sustentar a demanda por fertilizantes ao longo do ano.

A Mosaic avalia, contudo, que a repetição do forte volume de importações chinesas de baixo teor observada em 2025 é improvável, o que pode contribuir para a recuperação das margens e do equilíbrio de mercado no país.


Fonte: MOSAIC

Foto: Divulgação

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