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Epagri apresentou em Palmitos o Programa de Monitoramento da Cigarrinha-do-Milho

  • 17 de jun.
  • 2 min de leitura

A Epagri apresentou, em Palmitos, durante a solenidade que marcou o início do programa Terra Boa de sementes de milho, os resultados do Programa de Monitoramento da Cigarrinha-do-Milho. A apresentação foi realizada pela pesquisadora do Cepaf/Epagri de Chapecó, Maria Cristina Canale, coordenadora do programa.


Trata-se de uma iniciativa do Governo do Estado que monitora a ocorrência da cigarrinha-do-milho e dos patógenos que ela transmite, fornecendo informações estratégicas para orientar o manejo da cultura e reduzir perdas nas lavouras.


Maria Cristina Canale mostrou que, em cinco anos de execução, o programa recebeu investimentos de R$ 2,2 milhões, avaliou quase 10 mil armadilhas, realizou mais de 10 mil extrações para diagnóstico e mais de 33 mil análises moleculares.


Segundo a pesquisadora, o monitoramento apontou reduções na ocorrência da cigarrinha em períodos estratégicos de manejo, indicando que as informações repassadas aos produtores por meio dos boletins semanais podem estar contribuindo para o controle do inseto.


“O combate à praga evoluiu para uma política de Estado baseada em ciência, reforçando a necessidade de investimentos contínuos e cooperação intersetorial para assegurar a sustentabilidade da cadeia produtiva do milho”, destacou.


A análise sobre a situação e as perspectivas da produção e do mercado de milho em Santa Catarina foi apresentada por Enori Barbieri, 1º vice-presidente de secretaria da Faesc, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Milho e Sorgo e vice-presidente da Abramilho.


Após apresentar um panorama mundial do milho, atualmente o cereal mais produzido do planeta, com uma safra próxima de 1,3 bilhão de toneladas, Barbieri destacou que Santa Catarina é um dos maiores consumidores de milho do país, em razão da forte cadeia de produção de proteína animal.


Segundo ele, o Estado necessita de aproximadamente 8,5 milhões de toneladas do cereal por ano, mas produz cerca de 2,5 milhões de toneladas.


“Hoje temos a concorrência da indústria do etanol, que atualmente já consome cerca de 40 milhões de toneladas por ano. Esse cenário gera preocupação para todo o setor de proteína animal, que há muitos anos depende da importação de milho de outros estados para atender sua demanda. Faremos uma análise da situação catarinense, avaliando alternativas para aumentar a produção e superar os desafios que precisam ser enfrentados”, afirmou.


Fonte: Fecoagro com informações GOV SC

Foto: Edio Murer

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