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Dia C: quando cooperar gera prosperidade para todos

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Por Eng. Gelasio Gomes, Presidente do Conselho de Administração da CredCrea


No primeiro sábado de julho, celebramos o Dia Internacional do Cooperativismo, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e comemorada em diversos países como forma de reconhecer a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento econômico, a inclusão social e a construção de comunidades mais resilientes.


Mais do que um modelo de negócios, o cooperativismo representa uma forma diferente de compreender a economia. Em vez de concentrar resultados, ele distribui oportunidades. Em vez de colocar o lucro como único objetivo, busca equilibrar eficiência econômica, desenvolvimento coletivo e compromisso com as pessoas.


Entre os diversos conceitos que materializam essa lógica está a chamada Economia da Cooperação, que se trata do conjunto de benefícios financeiros que permanece com os próprios cooperados graças ao funcionamento do modelo cooperativista. Nas cooperativas de crédito, essa economia se manifesta de diversas formas: taxas mais competitivas nas operações de crédito, melhor remuneração das aplicações financeiras, redução de tarifas e distribuição dos resultados obtidos pela própria cooperativa.


Esse conceito ajuda a explicar por que o cooperativismo financeiro vem ampliando sua relevância no Brasil. Segundo dados do Sistema OCB, as cooperativas de crédito têm papel fundamental na democratização do acesso aos serviços financeiros, promovendo inclusão, desenvolvimento regional e maior circulação de recursos nas comunidades onde atuam.


O diferencial está justamente no destino desses recursos. Enquanto no sistema financeiro tradicional parte significativa dos resultados é direcionada aos acionistas, nas cooperativas o valor retorna aos próprios cooperados ou permanece circulando na economia local, fortalecendo negócios, famílias e novos investimentos.


Na CredCrea, os números apresentados na Assembleia Geral Ordinária deste ano ilustram de forma concreta esse conceito. Em 2025, a economia da cooperação gerou R$ 138,6 milhões em benefícios financeiros aos cooperados. Desse total, R$ 99,9 milhões vieram de operações de crédito com taxas de juros até 38,3% inferiores às praticadas pelo mercado tradicional. Outros R$ 25 milhões foram obtidos por meio de aplicações financeiras com rentabilidade até 39,7% superior. Somam-se ainda aproximadamente R$ 3 milhões economizados em tarifas, R$ 329 mil em taxas administrativas de produtos como consórcios e previdência e mais R$ 10,3 milhões provenientes da distribuição de resultados da Cooperativa.


Esses números representam muito mais do que indicadores financeiros. Eles demonstram como um modelo baseado na participação coletiva consegue produzir riqueza compartilhada. Recursos que deixam de ser gastos com juros elevados ou tarifas excessivas permanecem nas mãos das pessoas, fortalecendo empresas, impulsionando investimentos e movimentando a economia das cidades onde vivem os cooperados.


Esse efeito ganha ainda mais importância quando observamos o atual cenário econômico. Famílias e empresas buscam cada vez mais soluções financeiras sustentáveis, previsíveis e alinhadas aos seus objetivos de longo prazo. Nesse contexto, o cooperativismo demonstra que competitividade e compromisso social podem caminhar juntos.


Celebrar o Dia C é reconhecer que existem modelos capazes de gerar resultados consistentes sem abrir mão da cooperação, da participação democrática e do compromisso com as comunidades.


A verdadeira força do cooperativismo talvez esteja justamente nisso: mostrar, na prática, que quando as pessoas crescem juntas, toda a sociedade avança.


Fonte: CredCrea

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