Câmara Setorial debate arroz sustentável e oportunidades no mercado de créditos de carbono em SC
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Representantes do setor produtivo, pesquisadores e instituições públicas participaram da reunião da Câmara Setorial do Arroz para discutir iniciativas estratégicas voltadas à produção de arroz com menor emissão de metano e à ampliação de oportunidades no mercado de créditos de carbono. O encontro foi realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA).
“A reunião reforçou o papel de Santa Catarina como referência em inovação na produção de arroz irrigado e na adoção de práticas sustentáveis que conciliam produtividade, responsabilidade ambiental e geração de renda no campo. Foi um debate importante para avançarmos na relação da rizicultura com os desafios e oportunidades do setor”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.
Com o tema “Arroz Sustentável: o próximo passo para a sustentabilidade e créditos de carbono no setor”, o encontro realizado na sede da Epagri, em Florianópolis, teve como objetivo compartilhar experiências técnicas. Foram apresentados projetos como o Global Methane Hub e iniciativas ligadas à Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC), incluindo o desenvolvimento de uma plataforma digital de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV).
A programação também abordou o tema Cooperativismo e a proposta para inclusão de Arroz de Santa SC no mercado de carbono, apresentada pela Epagri. De acordo com o pesquisador da Estação Experimental da Epagri de Itajaí, Marcos do Vale, o setor já dispõe de práticas comprovadas, de fácil adoção no sistema atual, capazes de reduzir as emissões de metano no cultivo, demonstrando que a cadeia produtiva está tecnicamente preparada para essa transição. “É uma combinação perfeita de responsabilidade ambiental e viabilidade econômica”, diz o pesquisador.
Ele ressaltou que existem ferramentas de monitoramento e auditoria, como imagens de satélite e sistemas georreferenciados, que permitem comprovar se as práticas estão sendo aplicadas dentro das propriedades, garantindo transparência e segurança para o mercado de carbono. A iniciativa prevê a geração de créditos de carbono como forma de remuneração direta aos produtores, superando o desafio da pequena escala das propriedades por meio do cooperativismo, que permite reunir vários agricultores em um mesmo protocolo e alcançar a escala necessária para acessar esse mercado. “O objetivo final é transformar os benefícios ambientais do sistema de produção de arroz em ativos financeiros para o produtor rural”, diz ele.
Fonte: Sec de Agricultura e Pecuária
Foto: Divulgação








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