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Cooperativas da Fecoagro buscam alternativas no fornecimento de insumos

  • 5 de mai.
  • 2 min de leitura

Sempre procurando alternativas de redução dos custos de produção para os agricultores associados das cooperativas, a Fecoagro organizou uma excursão com 40 profissionais e dirigentes das filiadas ao Paraguai, para conhecer uma indústria de defensivos agrícolas localizada na cidade de Villeta, na região metropolitana de Assunção. Foram conhecer a maior indústria de defensivos agrícolas do Paraguai, cujos proprietários são três brasileiros do norte do Paraná, da família Sarabia.


Os cooperativistas de SC foram conhecer a estrutura e os produtos da Tecnomyl, tendo em vista que está sendo discutida com a empresa uma possível parceria para distribuir os defensivos em SC, através da Fecoagro, como mais uma alternativa de suprimentos para os agricultores, com produtos de qualidade e mais competitivos no mercado.


O CEO da Tecnomyl, um dos proprietários da empresa, Marcos Sarabia, percorreu durante mais de três horas a indústria, mostrando ao grupo todo o processo de produção dos defensivos agrícolas, como herbicidas, inseticidas, fungicidas e a nova fábrica de biodefensivos.


Ele falou das possibilidades de parceria com a Fecoagro, inclusive com a produção de produtos com marca própria para atender SC.


Em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, o grupo de catarinenses visitou a empresa Agrofertil, principal exportadora de milho e trigo para as cooperativas de SC. Foram conhecer sua estrutura e discutir a possibilidade de ampliar a oferta de milho do Paraguai para atender as cooperativas e agroindústrias do estado.


O diretor da Agrofertil, Paulo Sarabia, disse que a empresa tem condições e interesse em exportar mais milho para SC. Entretanto, a falta de estrutura na aduana brasileira e o pouco avanço na solução dos congestionamentos do lado brasileiro têm dificultado a operação. Ele lembrou que a segunda ponte na divisa está pronta, assim como a aduana paraguaia, mas do lado brasileiro ainda não.


O secretário da Agricultura, Ademir Dalla Cort, acompanhou o grupo em todas as visitas, percebeu a preocupação do setor e afirmou que, apesar de ser um tema de competência do governo federal, vai articular com as autoridades políticas do estado para agilizar a conclusão da aduana, reduzindo os problemas existentes na fronteira em Foz do Iguaçu.


Santa Catarina precisa de milho para abastecer as agroindústrias, e o produto está próximo da área de consumo no Oeste catarinense, mas não consegue chegar devido a entraves burocráticos e operacionais na fronteira brasileira.


O presidente da Fecoagro, Arno Pandolfo, que liderou o grupo, destacou a importância da parceria com os paraguaios para auxiliar na diversificação da oferta de defensivos agrícolas aos produtores rurais de SC.



Fonte: Fecoagro

Foto: Divulgação

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