Continua repercutindo em Santa Catarina o anúncio do Plano Safra 2026/2027; críticas predominam no setor agropecuário
- 13 de jul.
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A avaliação do Plano Safra 2026/2027 precisa ser feita com cautela, afirma o presidente da FECOAGRO, Arno Pandolfo. Embora o Governo Federal tenha oficializado um volume expressivo de recursos — R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial e mais de R$ 97 bilhões para a agricultura familiar —, o crescimento real do plano é considerado insuficiente diante da inflação.
Segundo Pandolfo, o aumento destinado à agricultura empresarial foi de aproximadamente 1,7%, enquanto a inflação acumulada no período ficou entre 4% e 5%. “Na prática, isso significa que o Plano Safra perdeu poder de compra, reduzindo a capacidade efetiva de financiamento ao produtor rural”, avalia.
Para o presidente da FECOAGRO, a principal fragilidade do plano está na ausência de uma política mais robusta de seguro rural. Ele argumenta que o crédito, por si só, não resolve o problema quando o produtor enfrenta perdas provocadas por seca, excesso de chuvas ou outros eventos climáticos.
“Sem um seguro agrícola efetivo, o Plano Safra financia a produção, mas não protege adequadamente o agricultor quando ocorre uma frustração de safra”, destaca.
Pandolfo também defende que a solução para o endividamento rural é fundamental para garantir o acesso dos produtores aos recursos anunciados. Segundo ele, caso essa questão não seja enfrentada, muitos agricultores poderão ficar impedidos de contratar financiamentos, mesmo com a existência das linhas de crédito, além do risco de esgotamento dos recursos com juros equalizados.
O presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, também fez uma avaliação do Plano Safra e afirmou que, na sua visão, a divulgação dos números teve maior impacto publicitário do que efeitos práticos para atender às necessidades do setor agropecuário.
Fonte: Fecoagro
Foto: Canva
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