Como melhorar os resultados financeiros na soja
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O Rio Grande do Sul conta com a segunda maior área de cultivo com soja no Brasil, mas em volume de produção ficou na 4ª posição e em último lugar no quesito produtividade entre os 22 estados que produziram soja em 2025. Um dos principais motivos para o baixo desempenho das lavouras gaúchas são as perdas por frustrações climáticas. Entre os fatores que podem melhorar o retorno financeiro na soja está a escolha da biotecnologia e o investimento em semente de qualidade. O mercado oferta diversas biotecnologias embarcadas na semente da soja, a maioria com base em eventos de transgenia, o que já representa 99% do mercado brasileiro.
As cultivares em uso estão voltadas à tolerância das plantas para a aplicação de inseticidas e herbicidas. Em ordem cronológica aproximada, os lançamentos em biotecnologia foram: soja RR (2003), Intacta RR2 PRO (2012), Intacta 2 Xtend (2021), Enlist (2021) e Conkesta Enlist (2021). Conforme levantamento da Apassul, com base no histórico de comercialização e uso de semente de soja no Rio Grande do Sul (safra 2023/2024), as biotecnologias mais utilizadas nas lavouras são: Intacta RR2 PRO (IPRO), que representa 31% das sementes certificadas; Intacta2 Xtend, com 11%; Roundup Ready (RR), com 6%; e as demais com 2% cada biotecnologia.
Como se pode perceber, que a soma dos percentuais não totaliza 100%, isso porque a taxa de uso de semente certificada no RS foi estimada em 42% na última safra e deve cair ainda mais em 2026. A média brasileira da Taxa de Utilização de Sementes de soja é 67%.  Conforme o histórico, a queda tem sido constante no RS nos últimos anos, o que pode sinalizar a descapitalização do produtor, muitas vezes associada às perdas por frustrações climáticas.

Segundo o diretor executivo da Apassul, Jean Cirino, o que preocupa não é a semente salva, autorizada pela legislação brasileira, mas a comercialização de semente pirata, prática ilegal de multiplicação de sementes sem controle genético ou sanitário, comercializadas sem garantias e, muitas vezes, com desempenho inferior. A semente pirata aumenta o risco de disseminação de pragas e doenças, com baixa taxa de vigor e germinação que leva à desuniformidade e falhas na lavoura. Pode, ainda, impedir acesso a seguros agrÃcolas e desestimular a pesquisa e o desenvolvimento de novas cultivares. É importante destacar que, mesmo quando o agricultor utiliza seu grão como semente salva, deverá recolher a Taxa Tecnológica ao detentor do direito intelectual conferido pela patente.
O pesquisador Paulo Bertagnolli ressalta que a Embrapa Trigo é a única empresa de pesquisa que segue com o programa de melhoramento de soja RR no Brasil, justamente como opção ao produtor. Na última safra, foi inscrita no MAPA uma área de sementes de soja RR de 2.260 hectares com genética Embrapa.
Fonte: Embrapa
Foto: Divulgação






