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China anuncia fim do embargo ao frango gaúcho


O governo chinês anunciou, nesta terça-feira, dia 20, o fim do embargo ao frango produzido no Rio Grande do Sul, estado que estava impedido de exportar ao país asiático desde julho de 2024, em razão de um foco da Doença de Newcastle registrado em uma granja comercial em Anta Gorda (RS).


A notícia foi muito comemorada pelo presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, que tomou conhecimento da liberação por meio de agentes comerciais que atuam em Pequim, próximos ao governo chinês, e que divulgaram o anúncio em sistemas oficiais de comunicação governamental.


Com o anúncio oficial do governo chinês, as autoridades brasileiras iniciam a elaboração dos procedimentos burocráticos e legais junto ao Ministério da Agricultura, para a oficialização de processos como certificações sanitárias e a liberação dos embarques.


O dirigente gaúcho avalia que, nos próximos cinco a dez dias, já deve começar a movimentação de cargas com destino àquele mercado.


“Temos empresas que dependem exclusivamente da indústria gaúcha para exportar para a China. Elas não possuem filiais em outros estados. Essas indústrias já estavam com sua capacidade de estoque e de atendimento aos clientes fidelizados ao longo dos anos chegando ao limite”, descreve a situação vivenciada pelo segmento no estado.


Mercado ainda maior


Antes do embargo, o mercado chinês representava cerca de 6% das exportações gaúchas, e Santos considera possível retomar essa fatia ou até mesmo ampliar a participação da China nos negócios do setor no Rio Grande do Sul.


“Nós estamos no início do ano. Então vejo que há essa possibilidade de atingir os 6% e, talvez, até superar esse percentual”, projeta.


“Digo isso porque estamos em um outro cenário geopolítico, em um contexto mundial marcado por tarifas, ‘tarifaços’ e conflitos. O Brasil, por sua vez, está em uma posição diferente, sem conflitos diretos com outros países”, avalia. “Vamos continuar a produzir, sempre com cautela. Por isso, acredito que podemos até superar os 6% neste ano”, conclui.


Fonte: Carta Capital

Foto: Divulgação

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