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Cerbranorte participa de sandbox tarifário inédito da Aneel e leva cooperativismo catarinense ao centro do debate sobre mercado livre de energia

  • há 6 horas
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Resultados do primeiro experimento concluído no Brasil foram apresentados em Brasília e analisaram o comportamento do consumidor diante de 19 modelos tarifários


A cooperativa catarinense Cerbranorte integrou o grupo de permissionárias que conduziu o primeiro sandbox tarifário concluído no Brasil, iniciativa acompanhada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para gerar evidências sobre o comportamento do consumidor e os desafios da abertura do mercado de energia elétrica. Os resultados foram apresentados em 11 de março, na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília.


“Para a Cerbranorte, participar de um projeto dessa relevância nacional é uma oportunidade estratégica de aprendizado e contribuição. Estar inserido no primeiro sandbox tarifário concluído no Brasil nos permite compreender, de forma mais profunda, o comportamento do consumidor diante de novas possibilidades de escolha, além de antecipar desafios que virão com a ampliação do mercado livre de energia”, destaca o presidente da Cerbranorte, Alex Wiggers.


O projeto foi executado por quatro cooperativas permissionárias de distribuição: Cerbranorte (SC), Certaja (RS), Certel (RS) e Coprel (RS). No âmbito do cooperativismo, o estudo também foi apresentado em workshop promovido pela Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop), com participação de cooperativas e entidades do setor elétrico.


Conduzido no contexto da ampliação do mercado para consumidores de baixa tensão, o experimento avaliou o entendimento dos consumidores diante de diferentes opções de produtos e estruturas de preço. Durante o sandbox, as cooperativas analisaram o comportamento do público diante de 19 modelos tarifários distintos, com variáveis como fontes de energia e diferentes composições de preço.


Entre os principais aprendizados, o material divulgado pela Aneel indica que a compreensão da formação da conta de luz ainda é um desafio, especialmente em um cenário de maior liberdade de escolha do consumidor. Nesse contexto, o estudo aponta que comunicação e transparência sobre os custos da fatura serão fatores decisivos para ampliar participação e confiança no mercado livre de energia.


A iniciativa contou com apoio do Sistema OCB, por meio de convênio com o Sescoop Nacional, e integra um esforço de preparação do cooperativismo para acompanhar as transformações em curso no setor elétrico e contribuir com propostas técnicas para o aprimoramento regulatório.


O workshop promovido pela Infracoop também debateu temas regulatórios ligados ao avanço do mercado livre, incluindo esclarecimentos sobre o funcionamento do sandbox tarifário e aspectos relacionados à chamada tarifa branca, tema em discussão na Consulta Pública nº 046/2025.


“Acreditamos que o cooperativismo tem um papel essencial nesse cenário, justamente por estar próximo das pessoas e entender suas necessidades. Seguimos comprometidos em acompanhar as transformações do setor elétrico, contribuindo com propostas técnicas, responsabilidade regulatória e, acima de tudo, mantendo nosso foco na qualidade do serviço e no desenvolvimento das comunidades onde atuamos”, ressalta Wiggers.


Como próximos passos, o relatório final do sandbox deve seguir para o Projeto de Governança, onde será avaliado por um parecerista. Na sequência, será encaminhado à Aneel, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento das estruturas tarifárias e do processo de abertura do mercado de energia.


Fonte: Assessoria de Comunicação Interna do Sistema OCESC

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