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Carne de aves permanece segura para consumo diante de casos de Newcastle em SC

há 3 minutos
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Presidente do Nucleovet esclarece que doença afeta aves e não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos; produtos inspecionados permanecem seguros


A confirmação de focos da doença de Newcastle no Oeste de Santa Catarina exige atenção sanitária nas propriedades avícolas, mas não altera a segurança do consumo de carne de frango, peru e ovos provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção oficial. A orientação é da presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), Aletéia Balestrin, diante das dúvidas despertadas pela ocorrência da enfermidade no Estado.


O primeiro foco foi confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 18 de outubro, em uma criação comercial de perus de corte em Nova Itaberaba. Outros dois focos foram identificados posteriormente em Coronel Freitas e Nova Erechim, dentro da área de restrição já estabelecida pelas autoridades sanitárias.


A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa entre aves domésticas e silvestres. Pode provocar sintomas respiratórios, neurológicos e digestivos, além de mortalidade elevada nos plantéis. Por esse motivo, a ocorrência exige medidas rigorosas de defesa sanitária, controle da movimentação de animais, vigilância epidemiológica e eliminação das aves nos estabelecimentos afetados.


Para o consumidor, porém, o cenário é diferente. “A doença de Newcastle é uma questão de saúde e sanidade das aves, não um problema relacionado ao consumo dos alimentos. Carne de frango, carne de peru e ovos provenientes de estabelecimentos inspecionados continuam seguros. O consumidor pode manter esses alimentos normalmente em sua dieta”, afirma Aletéia.


A avaliação coincide com as orientações dos órgãos oficiais. O Mapa informa que não há contraindicação ao consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária. A Cidasc também esclarece que não há transmissão da doença por alimentos. Em humanos, o risco é considerado baixo e está relacionado principalmente ao contato direto com aves contaminadas, situação na qual pode ocorrer conjuntivite.


Segundo Aletéia, é necessário separar as consequências sanitárias e econômicas da doença da segurança dos alimentos que chegam ao mercado. “É natural que uma notícia dessa natureza cause preocupação, mas o consumidor precisa receber informação técnica e correta. Os protocolos sanitários existem justamente para impedir que animais de propriedades afetadas entrem na cadeia de consumo. O alimento inspecionado mantém todas as condições de segurança”, explica.


Controle sanitário


Após a confirmação do primeiro foco, o Mapa declarou estado de emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A medida permite intensificar a vigilância e as ações destinadas à contenção da doença.


Em Nova Itaberaba, as medidas sanitárias na propriedade do primeiro foco já foram concluídas e o estabelecimento entrou em vazio sanitário. Em Coronel Freitas, o despovoamento das aves também foi concluído, com procedimentos posteriores de limpeza e desinfecção. O terceiro foco, em Nova Erechim, foi identificado durante a vigilância realizada dentro da própria área de emergência sanitária.


Para a presidente do Nucleovet, a resposta sanitária deve ser acompanhada de comunicação clara para evitar que a ocorrência provoque insegurança injustificada entre os consumidores. “O Brasil possui uma cadeia avícola altamente tecnificada, uma das mais seguras do mundo, com controles sanitários em todas as etapas. Quando surge uma enfermidade de notificação obrigatória, os órgãos de defesa adotam protocolos específicos para localizar o foco, conter a disseminação e proteger os demais plantéis. Isso não significa que a carne disponível no comércio ofereça risco à população”, ressalta.


Aletéia também destaca o valor nutricional das carnes de aves, fontes de proteínas, vitaminas e minerais, e recomenda que o consumidor observe a procedência do produto e procure os selos oficiais de inspeção sanitária, municipal, estadual ou federal. “Frango e peru continuam sendo alimentos seguros e saudáveis. Neste momento, informação baseada em evidências é essencial para que uma ocorrência sanitária restrita às aves não seja confundida com risco alimentar. Podem ficar tranquilos, não há motivo técnico para retirar esses produtos da mesa das famílias”, conclui.


Fonte: MB Comunicação

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