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Assistência Técnica e Gerencial eleva o desempenho da pecuária de corte em Pinhalzinho

  • 17 de jul.
  • 3 min de leitura

Os avanços alcançados ao longo do ciclo de atendimento de um grupo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Bovinocultura de Corte foram apresentados, durante recente evento de avaliação de resultados, em Pinhalzinho. A iniciativa, implementada no período de 2022 a 2026, é do Sistema Faesc/Senar e Sindicato Rural de Pinhalzinho. O encontro reuniu cerca de 100 pessoas e também marcou a entrega dos certificados aos produtores que encerraram a participação, além da mobilização de novas famílias para conhecerem a metodologia, as ações do Sistema Faesc/Senar e o trabalho desenvolvido pelo Sindicato.


Estiveram presentes o presidente do Sindicato Rural de Pinhalzinho, Valdecir Paulo Reiter, a supervisora regional do Senar/SC, Grasiane Bittencourt Viêra, o supervisor técnico da ATeG, Felipe José Brandelero, produtores rurais e equipe técnica. Durante a programação, foram apresentados os indicadores produtivos e econômicos das propriedades que concluíram os quatro anos de acompanhamento.


De acordo com o técnico de campo da ATeG, Arthur Zanferari, a comparação entre o primeiro e o último ano do atendimento (2022/2026) mostrou evolução consistente nos principais indicadores, mesmo sem ampliação da área produtiva. Entre os resultados, o grupo registrou aumento de 58% no total de terneiros desmamados, crescimento de 31% no indicador de quilos de terneiro por vaca exposta e alta de 49% em quilos de terneiro por hectare. O maior salto foi observado na margem bruta por hectare, que registrou crescimento de 198%. Na média, o indicador ficou acima de R$ 5 mil por hectare.


Para Arthur, os números comprovam que os produtores conseguiram intensificar a atividade com gestão, planejamento e adoção de tecnologias. “O destaque é a quantidade total de terneiros desmamados, com acréscimo significativo nas propriedades que completaram o ciclo. A margem bruta por hectare também teve um avanço muito expressivo. Parte disso tem relação com o melhor momento de mercado, mas o resultado só veio porque os produtores se prepararam, produziram mais e organizaram melhor a atividade”, explicou.


Entre os fatores que contribuíram para o desempenho, o técnico citou a melhoria na gestão das propriedades, o aumento da adubação das pastagens, o uso mais frequente da inseminação artificial em tempo fixo, a adoção de creep-feeding, investimentos em estrutura de manejo e melhorias na qualidade da água. Essas ações fortaleceram a eficiência do plantel, elevaram a produtividade por área e ampliaram a renda da atividade.


O presidente do Sindicato Rural de Pinhalzinho, Valdecir Paulo Reiter, destacou que os resultados mostram o impacto direto da Assistência Técnica e Gerencial no dia a dia das famílias rurais. “Quando o produtor passa a planejar e acompanhar a propriedade com orientação técnica, ele consegue visualizar melhor onde pode avançar. Para nós, é motivo de orgulho ver produtores da nossa região concluírem esse ciclo com resultados tão positivos e servirem de exemplo para quem está chegando agora à ATeG”, afirmou.


A supervisora regional do Senar/SC, Grasiane Bittencourt Viêra, ressaltou que a metodologia da ATeG une assistência técnica, gestão e acompanhamento contínuo, o que permite transformar conhecimento em resultado. “Esse encontro foi fundamental para reconhecer quem concluiu uma trajetória de quatro anos e apresentar a novos produtores uma metodologia que já demonstrou sua força na prática”.


A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) promove o aperfeiçoamento da gestão nas propriedades rurais, ampliando a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das atividades. Com acompanhamento contínuo e personalizado, o serviço contribui para a profissionalização do campo e para o fortalecimento da agropecuária catarinense.


Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os resultados observados nas propriedades atendidas reforçam a relevância da iniciativa. “A Assistência Técnica e Gerencial cumpre, de forma exemplar, seu papel ao impulsionar a evolução socioeconômica dos produtores e ao difundir tecnologias e práticas de gestão voltadas à produção de alimentos em harmonia com o meio ambiente.”


Atualmente, a ATeG atende 13 cadeias produtivas em Santa Catarina: agroindústria, agroindústria apícola, apicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, fruticultura, maricultura, olericultura, ovinocaprinocultura, piscicultura, turismo rural, suinocultura e grãos. A iniciativa é coordenada por Paula Coimbra Nunes e acompanhada pelo superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi.


Fonte: MB Comunicacao

Foto: Divulgacao

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