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Vem aí mais um pleito eleitoral. Estamos preparados para escolher?

  • 3 de ago.
  • 2 min de leitura

Por Ivan Ramos


Estamos entrando no mês de agosto, período em que, nos anos eleitorais, são definidas as candidaturas para o pleito de outubro. As convenções partidárias oficializam os nomes que disputarão a Presidência da República, os governosestaduais, o Senado, a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas.


Trata-se de mais uma oportunidade para o exercício da democracia, em que o eleitor decide os rumos do país e dos estados para os próximos quatro anos.


Há, no entanto, muitas controvérsias sobre os resultados das eleições. Não apenas em relação à transparência e à moralidade do processo, mas também quanto ao discernimento do eleitor na escolha dos candidatos. Em um país com tantosdesafios sociais, é difícil saber até que ponto o voto é motivado pela consciência, pela necessidade ou por conveniências momentâneas. Resta a reflexão sobre se existe maturidade suficiente para eleger pessoas competentes e comprometidascom a causa pública.


Faz parte do processo democrático que qualquer cidadão apto possa concorrer e que o eleitor tenha o direito de escolher, acertando ou errando. Afinal, toda escolha traz consequências.


Para os cargos do Poder Executivo, especialmente quando há candidatos à reeleição, é importante avaliar se as decisões tomadas beneficiaram a maioria da população, sem privilégios ou discriminações, e se os projetos apresentados têmcaráter de Estado ou se atendem apenas aos interesses de um mandato ou de uma eleição.


Já para o Poder Legislativo, cabe analisar se deputados e senadores atuaram em favor do interesse coletivo ou se priorizaram interesses individuais, partidários ou ideológicos.


Cada segmento da sociedade tem o direito de apoiar candidatos que representem seus interesses nas esferas de decisão do poder público. No agronegócio e no cooperativismo, apesar da relevância econômica e social desses setores, aindahá carência de representantes efetivamente comprometidos com suas demandas.


Embora existam frentes parlamentares dedicadas ao agro e ao cooperativismo, muitos projetos encontram dificuldades para avançar e convencer o Poder Executivo a adotar medidas consideradas importantes para o setor. Em diversassituações, ainda prevalecem disputas ideológicas em detrimento de temas de interesse da produção agropecuária.


Em Santa Catarina, por exemplo, mesmo sendo referência nacional no agronegócio, o setor ainda possui representação limitada nas Casas Legislativas, tanto em nível estadual quanto federal. Existem parlamentares simpáticos às causas do campo, mas também há aqueles que priorizam posicionamentos ideológicos e acabam deixando o setor em segundo plano.


Também cabe uma reflexão ao próprio agro. Muitas vezes falta maior mobilização para apoiar candidatos que conhecem a realidade do campo e defendem suas pautas. Participar do processo democrático é um direito e também umaresponsabilidade.


Agora que as convenções partidárias definiram oficialmente os candidatos, é o momento de as entidades representativas do agronegócio e do cooperativismo liderarem iniciativas para identificar e apoiar aqueles que realmente conhecem osdesafios dos agricultores e cooperados. Pessoas que tenham demonstrado compromisso com o setor durante todo o mandato, e não apenas em períodos eleitorais.


Independentemente de partido político ou região, o importante é que sejam candidatos preparados para representar os interesses do agro e do cooperativismo, contribuindo para o fortalecimento de um setor que beneficia toda a sociedade.


Do contrário, continuaremos acompanhando decisões tomadas por segmentos mais organizados e com maior capacidade de articulação política.



Fonte: Fecoagro

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