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O que o agro espera dos políticos

  • 20 de abr.
  • 2 min de leitura

Por Ivan Ramos


Estamos em um dos anos eleitorais mais importantes para o país. Vamos escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. É a hora de a população se manifestar livremente nas urnas, concedendo uma procuração aos candidatos para tomarem decisões em nome de todos.


À medida que as eleições se aproximam, começam a surgir promessas, boas intenções e até os chamados “salvadores da pátria”. Tambem vêm à tona os erros e acertos de cada candidato ao longo de sua trajetória. Os mais tradicionais, já conhecidos na política, estão mais expostos, pois têm um histórico a apresentar. Já os novos precisarão de um poder de convencimento ainda maior, apresentando argumentos consistentes para conquistar os eleitores.


É evidente que nem tudo o que se promete pode ser cumprido, já que muitas decisões dependem de fatores externos, especialmente de ordem financeira.


E o agro e o cooperativismo, o que esperam dos nossos políticos? Em primeiro lugar, o reconhecimento de sua importância para o estado e para o país, tanto em nível estadual quanto federal. Esses dois segmentos são responsáveis por uma parcela significativa da movimentação econômica, gerando empregos, impostos e desenvolvimento.


Embora os indicadores apontem que o agro catarinense representa cerca de 30% do PIB, se considerarmos os setores indiretos ligados à atividade, esse número ultrapassa, com folga, os 50%.


O cooperativismo, por sua vez, contribui com aproximadamente 15% do PIB catarinense. No setor agro, responde por grande parte da capacidade de armazenagem, participa com mais de 50% da produção agropecuária, reúne quase 5 milhões de associados — mais de dois terços da população — e gera mais de 100 mil empregos. Isso não é pouca coisa.


Por essa razão, o setor precisa de maior representatividade nos parlamentos e mais atenção dos gestores públicos.


Está chegando o momento de avaliar aqueles que já estão no poder e que pretendem continuar. O que fizeram pelo setor? Qual atenção deram quando foram procurados? Como votaram nas Casas Legislativas em projetos de interesse do agro e do cooperativismo?


E os executivos, em nível federal e estadual, como têm atendido essas demandas? Estiveram presentes ao longo de todo o mandato ou apenas reaparecem em ano eleitoral?


Esses pontos precisam ser analisados com cuidado pelas lideranças, para que possam orientar de forma responsável a escolha dos candidatos.


É importante reconhecer as obras e ações realizadas, mas também lembrar que governar é uma obrigação de quem está no poder. Afinal, receberam uma procuração da população, e os impostos arrecadados devem retornar em benefícios para a sociedade.


Portanto, é fundamental avaliar com atenção os candidatos que se apresentam nas eleições. Priorizar pessoas e trajetórias, mais do que partidos ou ideologias, que muitas vezes já perderam credibilidade diante de mudanças constantes de posicionamento.


Pense nisso.


Fonte: Fecoagro

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