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Cooperativas consolidam o Brasil como potência global de alimentos

  • 9 de jun.
  • 3 min de leitura

O agronegócio brasileiro vive um de seus momentos mais robustos e, cada vez mais, as cooperativas estão no centro dessa engrenagem. Não apenas como coadjuvantes, mas como protagonistas de um modelo que combina eficiência produtiva, inclusão econômica e visão de longo prazo.


Esse avanço também se traduz em escala e capacidade de investimento. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, o cooperativismo agropecuário brasileiro movimenta cerca de R$ 438 bilhões por ano, reunindo mais de 1 milhão de produtores rurais organizados em aproximadamente 1,1 mil cooperativas, responsáveis por uma fatia expressiva da produção nacional. Dentro desse universo, grandes cooperativas já somam mais de R$ 150 bilhões em faturamento e vêm ampliando sua atuação com aquisições estratégicas, avançando sobre setores em dificuldade e consolidando ainda mais sua presença no mercado, conforme levantamento do AgFeed.


Hoje, nomes como Coamo, Aurora Coop e Coopavel figuram entre as maiores organizações do setor, estampando rankings, relatórios internacionais e até publicações em revistas como a Forbes. Mais do que números, esse avanço reflete uma transformação estrutural: o cooperativismo passou a ser um dos pilares do agro nacional.


Para o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, esse crescimento não é casual.


“São vários fatores que explicam esse avanço: visão de futuro, capacidade gerencial, atualização tecnológica e investimentos permanentes. As cooperativas compreenderam seu papel estratégico e passaram a atuar com planejamento e escala.”


“As cooperativas deixaram de ser alternativas e se consolidaram como um dos pilares do agro brasileiro”, destaca Canton.


Na mesma linha, o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, reforça a essência do modelo.


“Somos uma grande família com mais de 140 mil integrantes entre cooperados, funcionários e dependentes. A Coamo não foi feita para uma geração, mas para a vida toda. Assim, com objetivos comuns, trabalhamos para proporcionar benefícios duradouros aos cooperados, com forte investimento técnico, social e educacional”, detalha.


Na Aurora Coop, o crescimento está diretamente ligado à eficiência produtiva e à agregação de valor. A cooperativa reúne 14 cooperativas filiadas, industrializa proteínas e lácteos e produz mais de 850 itens, presentes em 77% dos lares brasileiros e exportados para mais de 80 países.


Segundo Neivor Canton, a capacidade de integrar toda a cadeia produtiva foi a visão estratégica que levou as cooperativas a deixarem de ser apenas fornecedoras de matéria-prima para assumir protagonismo na indústria de alimentos.


“Esse movimento foi fundamental para ampliar mercados, fortalecer a competitividade e garantir crescimento sustentável no longo prazo.”


Com forte atuação em proteína animal e alimentos processados, a Aurora Coop industrializa grãos, aves, suínos e leite, gerando mais de 850 produtos. “As cooperativas compreenderam que precisavam ir além da matéria-prima e avançar na industrialização para entregar produtos finais de qualidade ao consumidor”, afirma Canton.


Ele reforça que essa estratégia ampliou a competitividade internacional.


“A agregação de valor, aliada à eficiência produtiva e à capacidade de entender os mercados, é o que permite às cooperativas crescerem de forma sustentável e disputarem espaço no cenário global.”


Para o presidente da Aurora Coop, os sinais desse novo ciclo já são claros.


“Até 2050, precisaremos dobrar a produção mundial de alimentos. O planeta dependerá cada vez mais do Brasil para garantir a segurança alimentar.”


Mais do que uma projeção, trata-se de uma mudança estrutural na geopolítica da produção de alimentos.


“As cooperativas estão preparadas para isso. Vamos abastecer o mercado interno e também contribuir para alimentar mais de um bilhão de pessoas no mundo, sempre com produtos confiáveis e de qualidade”, afirma Canton.


Esse cenário abre espaço para um novo ciclo de crescimento, sustentado por quatro grandes vetores estratégicos: tecnologia, sustentabilidade, expansão internacional e integração das cadeias produtivas — pilares que já começam a redesenhar o papel das cooperativas no agro global.


Fonte: Mundo Coop

Foto: Divulgação

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