A força da união cooperativista
- 28 de mai.
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Falar da importância da união no meio cooperativista é quase uma redundância. Afinal, cooperar, por si só, já significa união de interesses e objetivos. O difícil, muitas vezes, é conscientizar pessoas, empresas e entidades de que, juntos, ficamos mais fortes e vamos mais longe.
No meio rural, observa-se que já existe maior compreensão sobre a importância da união, e no cooperativismo isso se torna ainda mais presente, principalmente entre os pequenos produtores. O pequeno agricultor dificilmente progrediria — para não dizer sobreviveria — se não existisse uma cooperativa para reunir o grupo em busca de resultados por escala, seja na compra de insumos, na venda da produção, passando pela assistência técnica, armazenagem e agroindustrialização dos produtos cultivados ou criados no campo.
A união é a base de tudo para quem é pequeno. Quem não é o maior precisa procurar ser o melhor e, para isso, necessita se unir. Os agricultores nas cooperativas, estas em suas centrais e federações, e assim sucessivamente nas mais diversas atividades.
Além disso, quando não se tem volume ou recursos suficientes para investimentos próprios, as parcerias estratégicas tornam-se instrumentos importantes para ampliar os resultados da união. Em SC, temos diversos bons exemplos do resultado do cooperativismo unido, tornando grandes os seus membros, mesmo sendo pequenos proprietários.
O exemplo da Aurora Coop é um dos mais expressivos, mas também podemos citar as cooperativas integrantes da Fecoagro, do Sicoob, da Fecoerusc e outros sistemas de crédito atuantes no estado.
A Fecoagro tem sido o instrumento adotado pelas cooperativas agropecuárias para ampliar negócios em escala, por meio da Central de Compras, alternativa importante para redução de custos e benefício aos agricultores associados.
Na área de fertilizantes, a Federação está consolidada com a indústria própria, que tem contribuído não apenas para a regulação de preços, mas também para inovações tecnológicas em diversos produtos, inclusive na sustentabilidade, através dos fertilizantes organominerais, que trazem grandes vantagens para quem os utiliza.
Agora, uma nova iniciativa das cooperativas do grupo Fecoagro está em tratativas em outra atividade até então não explorada: a produção de defensivos agrícolas. Na última reunião dos conselhos da Fecoagro, integrados pelos presidentes e dirigentes das cooperativas associadas, foi autorizada a entrada da Federação nesse segmento.
A iniciativa já é resultado do roteiro realizado no Paraguai, onde foi constatada a importância de reduzir a intermediação e a monopolização na comercialização de defensivos agrícolas nas cooperativas.
A formatação de parceria com a empresa Tecnomyl, do Paraguai, poderá possibilitar a criação de uma marca própria de herbicidas, inseticidas e fungicidas, permitindo participação em um mercado atualmente dominado por multinacionais. É o início da regulação de preços também nessa área.
É o resultado da união em outro nível: agricultor, cooperativa, federação e parcerias. Com certeza, poderá se tornar mais uma atividade de sucesso na busca pela redução dos custos de produção aos agricultores cooperados.
Mas há necessidade de conscientização dos agricultores e das cooperativas, participando do processo e evitando o individualismo e o egoísmo, fortalecendo a união para o bem de todos. Pense nisso.
Fonte: Fecoagro
Foto: Divulgação
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